Várias pessoas vêem os cupins como os agressivos destruidores de lares e propriedades, mas cerca de 90% das espécies de cupins são benéficas. Eles consomem, digerem e utilizam vegetação morta ou próxima da morte. Algumas espécies também se alimentam dos excrementos de herbívoros, que podem conter celulose não digerida. Em alguns locais, os cupins são o fator mais importante na decomposição da celulose, e sem eles as árvores mortas e dejetos de herbívoros não se decomporiam normalmente, amontoando-se aos poucos e dificultando a migração e busca por alimento de outros animais.

Cupins
Fotógrafo: Michael Pettigrew | Agência: Dreamstime.comCupins comem madeira morta. Sem eles, árvores e arbustos mortos não se decomporiam normalmente.

Várias casas e outras estruturas construídas pelo homem servem como alimento de cupins por serem feitas de madeira. Os cupinsnão conseguem ver a diferença entre o interior de uma árvore morta e as paredes da casa de uma pessoa. Em algumas partes do mundo, os ataques de cupins às casas são tão comuns que as pessoas se adaptaram, construindo seus lares sobre vigas revestidas com materiais anticupim, como pedaços de metal e outros tipos de proteção.

Felizmente, há muito que pode ser feito para prevenir uma infestação de cupins. O processo começa antes mesmo de o construtor iniciar a obra. Empresas profissionais de controle de pestes podem tratar o solo da obra com uma substância que mata ou repele oscupins. Esse tratamento geralmente oferece proteção contra cupins por um período de pelo menos cinco anos. Outra alternativa é construir a casa de maneira que impeça a entrada dos cupins, um processo que basicamente envolve certificar-se de que a madeira não entre em contato com o solo. Técnicas adicionais incluem a colocação de uma barreira de umidade sob os porões para ajudar a manter a área seca e remover o solo sob as varandas. Uma inspeção da existência de cupins geralmente está no processo de aquisição de uma casa, que reduz a probabilidade de comprar uma casa já infestada.

Fonte: Tracy Wilson – HowStuffWorks – Como funcionam os cupins – Publicado em 11 de setembro de 2007 (atualizado em 17 de julho de 2008)
http://ciencia.hsw.uol.com.br/cupim6.htm (16 de outubro de 2009)